(fotografia de silke seybold, "ballroom", s/d, retirada daqui)
sinto no lábio
o fio de azeite
do teu poema
como que vira
o corpo na madeira
bem encerada
só um poema
no conservatório
o instrumento
danças e danças
enquanto se ouve
a sala de canto e
as aulas de piano
quantos elementos
guardamos sobretudo
da dança
um edifício uno
das artes integradas
agora por feridas
vivemos lentos
na cidade, no bairro
sem teatro
José Gil
1 comentário:
sinto azeite
do teu poema
(colagem de memórias
corpo alegoria )
como vira
corpo na madeira
encerada
(junção de velocidade
sem delineação de constancia, futuro - distanciamento de relações perduráveis)
só um poema
no conservatório
instrumento
(da arte a vida arte - lugares no tempo e espaço vivência )
danças danças
enquanto se ouve
sala de canto
aulas de piano
(
quantos elementos
sobretudo da dança
edifício uno
artes integradas
por feridas
vivemos lentos
no bairro
sem teatro
( mas com teu poema
um só poema )
à velocidade fruitiva breve da dança sem eterna plasticidade ´tem a virtude de juntar poema e a propria causa da velocidade do ensaio para a arte, do não ensaio da vida.)
(o fio de vida em nossas entradas do prazer do viver
que sem interpretação não interessa a terceiros)
é nossa
a imagem garantia
vivemos lentos
no edificio uno
do tempo
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