
(fotografia, "um cacilheiro em cacilhas", retirado deste site: http://drengo2.blogspot.com/2008/02/nevoeiro-no-tejo.html)
“não sei suportar sem um amigo”
Rilke
o nevoeiro do tejo enrola a manhã de outono
descobri assim hoje como foi difícil mudar a hora
em redor de um outro tempo quantificado na tímida
confusão do claro e escuro, da manhã e da noite
oiço crianças de madrugada entre o choupal e o rio
a noite acompanha em lençóis cinza a solidão
e desce do céu como um único oceano
não quero falar mais dele
separa-me em horas ambíguas
segredos e distâncias
quero só na mesa bem larga sem a lâmpada
penetrando a cabeça de luz
José Gil
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