quinta-feira, 2 de julho de 2015

Cascais 9878

(à minha esposa quase no meu colo, Solange)

lavas a roupa para te aquecer no Natal a alma, podemos
fazer a mala como eu de volta das calças da imaginação
toda a casa se move pela viagem pura do país frágil
levarei um bolo de chocolate para o quarto com rosas
vermelhas e Periquita. Será possível entre dois poemas?
A casa branca de Cascais ainda não nasceu nem é lote
ainda apenas um sonho para viver como  agora todos os
dias na praia antes ou depois do trabalho árduo de quem
quer ser um lutador do trabalho da liberdade do sonho
o teatro com a participação do espectador - nunca esquecerei
o público e falarei sempre dos amigos dessa formação da
leitura da arte. Saberemos os significados e os sinais
como os teus mamilos em chocolate nos meus lábios
aí nasce a dança, a biodança de outros companheiros .

José Gil

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Cascais 3426

(à minha esposa a mais linda no feriadão de 8, Solange)


o filigrama do umbigo procura afinal as mesmas palavras, vamos, sim
no lote no alto de cascais o ouro das pedras a bicicleta para chegares
depressa à praia das Moitas junto a Baiúka, podes cantar o destino frágil
que o Brasil e Portugal atravessam dias e anjos é nossa senhora da conceição
há guitarras na muralha por um fado novo marítimo dou-te um beijo e
fico de casa morena da ilusão de um amor sempre presente.

José Gil 

domingo, 14 de junho de 2015

Cascais 3425

à minha esposa linda sempre junto de mim amor, Solange,

como diz o povo na mó de cima mas frágil no avanço da batata doce
junto aos lábios no ciclotímico de metáforas onde florescem as palavras
das ondas do oceano entre o teu corpo e a praia de Cascais, avançamos
recuperando o sonho em prol do vivo e do resistente, tudo
avança na praça da alegria.

José Gil

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Cascais 5554

(à minha esposa minha linda pretinha. Solange)

vibra o corpo devagar na dança africana, calor no frio em muitos
cristais matinais de frio nos ossos da rotunda para entrar em Cascais
a música não nos deixa, converte o suor em lágrimas de gelo branco
a volta do corpo lindo, canta, guardo a canção no celular por uns dias
de encantamento com o corpo a corpo

vibro árvores de inverno na noite gelada junto à casa, vamos para
dentro, o lote é fértil, um em Portugal outro no brasil,

José Gil

terça-feira, 19 de maio de 2015

Mãe 10

à Mãe
à Conceição
à Teresa
à Teka
à Solange
 
 
a mesa está colocada na sala
podemos comer os bolos e as flores
é domingo dia da mãe
quantas mães temos nesta vida
a mãe mãe, a mãe dos filhos
a mãe das filhas, a mãe do neto
no limbo da escrita queremos
uma palavra doce para cada uma delas
avançamos pelas horas da madrugada
vamos ver o mar de Cascais, bem junto
ao oceano com todas estas cartas
a uma mãe presente
 
José Gil

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Cascais 5556

(à minha esposa linda linda, Solange, estamos quase juntos)


vem lã branca cinza no vestido curto com que percorres o oceano
são passos de água, ondas onde mergulhar o silêncio na fenda do
gemido, habita a instalação da alegria na vila do sol de inverno
há duas casas brancas por construir junto ao sol na humidade da
noite nos musgos dispersos pelas ruas claras

fala-me de amor sem palavras, é linguagem isolada, crente na
doçura da língua na perna, o ouvido bem apurado na música de
fundo, o som da vida.

José Gil

Cascais 4567

(à minha esposa linda tb com muito sol, Solange)

bebe com os lábios entreabertos as folhas do sol escrito

o poeta refugia-se na cozinha velha e branca com chaminé
junto ao fogão, com o pc pequenino e come bananas e
bebe o café dos teus seios no mármore da mesa longa de
madeira para outros voos  e abraços na grande cozinha da
casinha branca no alto de cascais, que vista transatlântica
para o outro lado do oceano, cultiva o lote, planta as árvores,
cria as transparências no vestido da noite, lua quente.

José Gil