sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Cabelo Vermelho

ao Jorge inspirador
à minha mulher sempre linda e jovem, Solange


abraça as árvores vermelhas da raiz do cabelo
é o teu cabelo sagrado, um corpo único, uniforme 
na roda incerta do abraço em grupo onde sobe o sangue

irmão, irmã Jorge a lua fugaz de todas as noites

vou comer o peixe das alianças de prata

espero-a para o casamento numa Ermida longe do urbano
no diálogo histórico dos emamorados sem politica de fusão.


José Gil

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Cascais 7768

(à minha linda linda esposa numa manhã de sol em Cascais)

percorro o espaço à procura do lote de onde se vê o oceano
vibro as pernas cruzadas no musgo da construtora de sorrisos
a asa e a casa na anca do chá nranco Gostas? Com Pão grande
Cascais fatiado entre as letras e o céu todo azul, bebemos amor
piriquita um devaneio ao almoço de gambas na praia - ficamos
vermelhos na estante dos seios fartos, quero beber os mamilos
e voar Como é o teu lote em Itabira?Um lugar para os nossos
sonhos mil poemas de amor no Chile, Santiago.

José Gil

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Cascais 8887

(à minha esposa a mais linda que eu amo, Solange)


vibro pelas curvas dos lugares na mesa de madeira, o território
da pele o lugar dos dedos longos, toca a música onde todos
tocamos por um saxofone e uma esfera e outra esfera de metal
no cruzamento das pernas, meu amor és a felicidade quando
guardo por ti o teu anjo dos milagres onde o mel guarda fogo
e os músculos se desenvolvem por um tempo novo,

caminha como um cavalo no painel equestre a égua espera,


José Gil

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

345

Ao Jorge e ao meu amor grande, Solange, brava esposa quero-te aqui hoje

“arte sem medo / arte para ser / arte verdadeira / movimento-amor.”(Jorge  Vicente)

Estou sobre a Ponte 25 de Abril sonho que regresso de Setúbal ao fim da tarde, um rio largo e lindo
Prata azul para encantar os olhos até Casa, das janelas da Porta vê-se os olhos Sonhadores
o mais íntimo e colectivo que todos temos, à direita a tapada da ajuda
Para continuar esta beleza   arte sem medo, arte para ser, arte ambiental, verdadeira
Performance da alma querida no fundo do estômago inchado de silêncios e cicatrizes
Movimento amor entre as ancas, para preparar a ida amanhã de madrugada caminhar
Aqui na freguesia nova da Amadora, Águas Livres minha terra há 40 anos e meio
O cafezinho do pequeno almoço  para acordar nos teus seios no correio no alto da Damaia
Frente onde te envio as prendas de amor .A dimensão infinita da tua excitação nos meus
Lábios, estou a aprender a correr na hidromassagem para te apanhar nos momentos
Vulneráveis, tristes, temos que ser fortes contra os diabetes  todos em versos de massinhas douradas descobertas com mágoa neste ano de dois mil e quinze

José Gil
(Revisto a 4 de Setembro 2015)

terça-feira, 21 de julho de 2015

Cascais 22

pelo ar aberto que bate junto às veias
abre-se a página do oceano, a rede é fina
são sete horas, estou a fazer o calçadão
não passas na música espiritual, comes o
pão dos nove cereais
 
o desemprego assusta o sol que se derrama
na manhã quente junto à praia

ficarei cor de chocolate onde espero o teu
corpo rosa carne viva e os teus cabelinhos
nos meus dedos de hortelã, o chocolate
derrete onde a folha azul voa com versos
não tenho lingua só voz para dizer do nosso
amor - estamos em Maio e Cascais nasce cedo

José Gil

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Cascais 9998

à minha esposa linda linda a almoçar, Solange,
à poetisa cláudia das minhas memórias

escrevo porque estamos vivos em cascais tu escreves e eu
leio para os teus três filhos, a vida tem um facilitador, o
primeiro poema rei de toda a suavidade
cresce banana e pêssego na minha boca o lugar da manga
e do iogurte com figo que estou comendo, no verão a figueira
de minha mãe traz mesmo os figos íntegros e inteiros
e saberemos o lugar do amor na flor querida do quintal
avançamos pela tarde do poema bem junto ao oceano
mais doze dias e estamos no colo um do outro, beijo.


José Gil

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Cascais 9878

(à minha esposa quase no meu colo, Solange)

lavas a roupa para te aquecer no Natal a alma, podemos
fazer a mala como eu de volta das calças da imaginação
toda a casa se move pela viagem pura do país frágil
levarei um bolo de chocolate para o quarto com rosas
vermelhas e Periquita. Será possível entre dois poemas?
A casa branca de Cascais ainda não nasceu nem é lote
ainda apenas um sonho para viver como  agora todos os
dias na praia antes ou depois do trabalho árduo de quem
quer ser um lutador do trabalho da liberdade do sonho
o teatro com a participação do espectador - nunca esquecerei
o público e falarei sempre dos amigos dessa formação da
leitura da arte. Saberemos os significados e os sinais
como os teus mamilos em chocolate nos meus lábios
aí nasce a dança, a biodança de outros companheiros .

José Gil