sexta-feira, 26 de junho de 2015

Cascais 3426

(à minha esposa a mais linda no feriadão de 8, Solange)


o filigrama do umbigo procura afinal as mesmas palavras, vamos, sim
no lote no alto de cascais o ouro das pedras a bicicleta para chegares
depressa à praia das Moitas junto a Baiúka, podes cantar o destino frágil
que o Brasil e Portugal atravessam dias e anjos é nossa senhora da conceição
há guitarras na muralha por um fado novo marítimo dou-te um beijo e
fico de casa morena da ilusão de um amor sempre presente.

José Gil 

domingo, 14 de junho de 2015

Cascais 3425

à minha esposa linda sempre junto de mim amor, Solange,

como diz o povo na mó de cima mas frágil no avanço da batata doce
junto aos lábios no ciclotímico de metáforas onde florescem as palavras
das ondas do oceano entre o teu corpo e a praia de Cascais, avançamos
recuperando o sonho em prol do vivo e do resistente, tudo
avança na praça da alegria.

José Gil

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Cascais 5554

(à minha esposa minha linda pretinha. Solange)

vibra o corpo devagar na dança africana, calor no frio em muitos
cristais matinais de frio nos ossos da rotunda para entrar em Cascais
a música não nos deixa, converte o suor em lágrimas de gelo branco
a volta do corpo lindo, canta, guardo a canção no celular por uns dias
de encantamento com o corpo a corpo

vibro árvores de inverno na noite gelada junto à casa, vamos para
dentro, o lote é fértil, um em Portugal outro no brasil,

José Gil

terça-feira, 19 de maio de 2015

Mãe 10

à Mãe
à Conceição
à Teresa
à Teka
à Solange
 
 
a mesa está colocada na sala
podemos comer os bolos e as flores
é domingo dia da mãe
quantas mães temos nesta vida
a mãe mãe, a mãe dos filhos
a mãe das filhas, a mãe do neto
no limbo da escrita queremos
uma palavra doce para cada uma delas
avançamos pelas horas da madrugada
vamos ver o mar de Cascais, bem junto
ao oceano com todas estas cartas
a uma mãe presente
 
José Gil

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Cascais 5556

(à minha esposa linda linda, Solange, estamos quase juntos)


vem lã branca cinza no vestido curto com que percorres o oceano
são passos de água, ondas onde mergulhar o silêncio na fenda do
gemido, habita a instalação da alegria na vila do sol de inverno
há duas casas brancas por construir junto ao sol na humidade da
noite nos musgos dispersos pelas ruas claras

fala-me de amor sem palavras, é linguagem isolada, crente na
doçura da língua na perna, o ouvido bem apurado na música de
fundo, o som da vida.

José Gil

Cascais 4567

(à minha esposa linda tb com muito sol, Solange)

bebe com os lábios entreabertos as folhas do sol escrito

o poeta refugia-se na cozinha velha e branca com chaminé
junto ao fogão, com o pc pequenino e come bananas e
bebe o café dos teus seios no mármore da mesa longa de
madeira para outros voos  e abraços na grande cozinha da
casinha branca no alto de cascais, que vista transatlântica
para o outro lado do oceano, cultiva o lote, planta as árvores,
cria as transparências no vestido da noite, lua quente.

José Gil

quinta-feira, 19 de março de 2015

Cascais 5987

(à minha esposa linda linda,Solange)


voltou no meu corpo o sol e o sal, quanto o esperei
junto à casa, no território marítimo por onde faço
o meu percurso sem saber até onde o teu olhar se
prolonga no atlântico, uma viola para alegrar o espaço
e o cristal do vinho bem junto à sabedoria amorosa
fala-me de bondade, de curadores no espírito que
procuramos em dezembro é o mês dos encontros
todos recebemos a água da fonte do monte verde
e fresco de mel e pinhão.

José Gil