quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Casa III

(à minha mulher linda sempre junta na minha alma,solange)

junta na minha alma por todo o sol do tempo, corre os
corredores onde choro a solidão, saberei criar o futuro
em paz depois de vencer a doença em filigrana no virar
dos dias em casa, escrevo-te onde as mãos se encontram
no espaço, há uma porta de esperança por cada quarto

nasce o sol abro todas as janelas, uma casa de luz como
a alma em cada santo que caminha.


José Gil

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Casa II

(à minha mulher linda sempre próximo de mim, Solange)

tenho três quartinhos onde escrevo os meus poemas, aqui
passo os meu dias sozinho, outros dias virão, meu amor 
chegará para viver comigo, a casa tem grandes janelas
onde aparece cedo o sol e me encanta, tenho os meus 
livros para reler como quem fala ao telefone muito tempo
avançamos nas manhãs um bom café de letras e o jornal
só tenho uma casa mas chega para a solidão, quero o teu
amor com flores de música tenho ao longe outras
casas, vejo da janela onde brinquei na infância.

José Gil

Serpa 2

(ao meu amor Solange)

no saco cama das ondas de trigo e de palavras
bate a ideia, o lugar da paixão, não volta para este
carrocel onde corre o cavalo, o vinho nas gargantas
entre as palavras, as cores dos girassóis

segura as cobertas, o frio regressou ao verbo divino
e tu voas entre o oceano, procuro-te a pomba correia
no meio dos cereais e dos telefones, vibra amor
salta o saco das ondas e das nuvens do conforto
o bordado do amor cresceu ao longo dos anos
há quanto tempo o coração está aberto a este toque
vegetal e de tâmaras e anonas refrescado
 
José Gil

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O pequeno jogo

(à minha querida mulher sempre esposa linda aqui, Solange, escritora do desejo)


o pequeno jogo traz-te no pequeno barco que chega a Leixões, quantos milhares
meu amor para descer o Douro entre o vinho trás-os-montes e o Porto as escritas
do norte, quero-te branca neste mundo de mulatas a dançar nos palcos de rua
em cada província    os lábios tremem no armário aqui fechado   em casa o céu azul
que pinto da janela o meu anjo   se tu quiseres telefono  é sábado amor e voo sem
sair de casa a pouco e pouco adormeço 

José Gil

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Serpa 1

(ao meu amor Solange)
 
solidariedade é a palavra que se escreve
na rua em Serpa, vou beijar um café na livraria
onde te conheci Solange, mais vantagens tropicais
 
os poetas tinham chegado de Lisboa, tu de Itabira
com o Carlos Drumond de Andrade e o Memorial
 
ninguem se conhecia - foi só a voz e o corpo no meio dos
livros e dos discos, como uma canção de amor
 
tinha que lutar nas redes sociais transatlânticas
e voar a Minas Gerais. Quem joga ganha o beijo
 
depois foi dançar até ficar negrinho
 
José Gil

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Sem lugar


(da poetisa brasileira de Itabira revelação deste verão para inscrição de mais um poeta nas Escritas por favor)

Sem lugar
Com tantos sítios na terra
Nada me cabe
subo em uma árvore
sinto sua energia
o vento dança
como dança meu coração.
Está apertado e sem saber...
Penso.
o que comes agora?
veste uma calça jeans e camiseta branca,
ou fato de banho?
Amas o que ? que sonhos  o satisfaz.
Estou só e o frio faz arder a pele, assim como o coração.
Queria voar.
Antes fosse urubu e bem alto voar
procurar alimento.
Mas o que quero comer?

Solange Alvarenga
19 Julho 2015

Poema 5002


(à Solange, esposa eterna)


canto o urubu a pedra da saudade
só erva amor nos campos para você
correr a saudade como uma cortina
sagrada onde esconde o seu corpo

em coro você entoa as palavras dos
poetas e já é poeta também a minha
Solange, vivo por ela segura nos seus
seios e ancas a bravura mineira você
vai voltar amor da américa do sul à
Europa, Urubu te dispensa uma noite
para a alegria

José Gil