segunda-feira, 14 de setembro de 2009

poema



(pintura de alain de la cruz gonzalez, "independiente", 2008)


Poema



“ Nos campos da sua eterna infância
o poeta passeia sem nada querer esquecer”

não há divisão entre a vida e a poesia

onde os outros pavoneiam a sua obra,
eu apenas desejo transformar-me
num comboio de laranjas de sol
e revelar a prática dos carris de ferro
e o gelo mais duro da solidão picado
pela casa de todos os leitores,
pelas portas que os seus olhos abrem
e pela gratidão doce da sua leitura



josé gil

(retirado do livro fractura possível. edição edium editores: 2008, pg. 140)

2 comentários:

Dri Viaro disse...

muito bonito
bjsss

AnaMar (pseudónimo) disse...

A vida é poesia, e o poeta quem a vive intensamente.
Bj