terça-feira, 25 de outubro de 2011

corpototal 49



(fotografia de robin schwartz, "tower", 2006)


"Venham até a borda, ele disse. Eles disseram: Nós temos
medo. Venham até a borda, ele insistiu. Eles foram. Ele os
empurrou... E eles voaram."

Guillaume Apollinaire

Rapidamente alterada a manhã e a chuva
Nas lágrimas no peito negro, imenso espaço
Casa erguida como a poesia entre as urtigas
E a madeira da mesa, vinho pouco contido

Estou deitado no edredão branco contigo

Ninguém me ensinou mas gosto da aragem
E dos teus dedos longos nas costas, na sua
Clara plenitude de relva vermelha, a luz
Esvanece, atravessa agora comigo o turbilhão

Os cegos, os surdos chegam como anjos e voam

José Gil

1 comentário:

Carmen Sofia Mineiro disse...

Caro professor,

Antes de mais quero agradecer-lhe pela oportunidade de poder conhecer os seus poemas e felicita-lo pelos belos poemas que aqui li.

Muitas felicidades
Carmen Mineiro